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Abril Azul na UNIDEAU: Ciência e Empatia na Conscientização sobre o Autismo
Abril Azul na UNIDEAU: Ciência e Empatia na Conscientização sobre o Autismo
Publicado por Comunicação em 02/04/2026 às 23:52
Abril Azul na Ideau: Ciência e Empatia na Conscientização sobre o Autismo
Neste 2 de abril, o mundo celebra o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, uma data que, na Ideau, ganha um relevo especial. Muito além de uma marca no calendário, o mês de abril é um período de reflexão e ação para promover uma sociedade mais inclusiva. Para entender o impacto do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o papel da educação, as coordenadoras do curso de Psicologia das unidades de Bagé, Caxias do Sul e Getúlio Vargas compartilham suas perspectivas.
Um Holofote para a Inclusão Real
A importância de um dia dedicado à causa é vista como uma estratégia de transformação social. Para a coordenadora de Caxias do Sul, Rejane Maria Eccel Petereit, a data funciona como um "holofote" que expõe a necessidade de sairmos da mera tolerância para alcançarmos a aceitação e a inclusão real.
Essa visibilidade é fundamental para combater a desinformação. De acordo com Iara Fernandes, coordenadora em Getúlio Vargas, o dia estimula práticas institucionais mais inclusivas e reforça o respeito à neurodiversidade. Em Bagé, a coordenadora Anelise Fernandes Silveira explica que o dia educa a sociedade para que comportamentos típicos, como crises sensoriais, não sejam confundidos com falta de educação. "O dia de conscientização educa a sociedade para que o olhar de julgamento seja substituído pelo de acolhimento", afirma.
Ciência contra os mitos
Um dos maiores desafios ainda é o combate a estigmas que prejudicam o desenvolvimento do autista. As coordenadoras destacam mitos que precisam ser derrubados:
- A "cura" e causas: Anelise ressalta que o TEA é uma condição neurobiológica e desmente mitos como o das "mães geladeiras", a ideia falsa de que a falta de afeto materno causaria o transtorno. Iara Fernandes reforça que o autismo não é causado por criação inadequada.
- Sentimentos e empatia: Rejane e Iara enfatizam ser um erro acreditar que autistas não têm sentimentos, empatia ou não gostam de contato humano.
- Desenvolvimento: Iara contesta o mito de que autistas não conseguem trabalhar ou se desenvolver, enquanto Rejane lembra que "cada autista é único" dentro do espectro.
A Preparação Profissional na IDEAU
O curso de Psicologia da IDEAU prepara os acadêmicos com foco em evidências científicas e sensibilidade humana.
- Fundamentação e Prática: a formação é transversal, estudando desde a neuroplasticidade até intervenções práticas supervisionadas.
- Humanização: o foco une neurociências à prática humanizada para intervenção em múltiplos cenários.
- Ética e Singularidade: a ênfase na ética e no respeito à singularidade, integrando temas como desenvolvimento humano e neurodiversidade.
Dicas para uma sociedade inclusiva
Ser inclusivo exige atenção e disposição para adaptar comportamentos. Confira orientações práticas das especialistas:
- Comunicação: utilize uma fala clara, objetiva e literal, evitando ironias ou ambiguidades.
- Ambiente: ofereça previsibilidade ao antecipar mudanças de rotina e busque adaptar ambientes para diminuir estímulos sensoriais.
- Respeito: respeite os limites comportamentais sem julgamentos ou rótulos. Iara Fernandes sugere "oferecer apoio sem infantilizar ou superproteger" a pessoa autista.
- Escola e Família: na escola, deve-se prevenir o isolamento; na família, valorizar os pontos fortes da criança.
A inclusão eficaz, como resume Anelise Silveira, nasce da escuta ativa e do ajuste do ambiente para garantir segurança psicológica e autonomia ao autista. Com essa união de esforços, a Ideau reafirma seu papel na construção de uma sociedade que respeita e valoriza a diversidade humana.



